LIXO X CONSUMISMO X EDUCAÇÃO

Postado em 08 Março 2016
por Assessoria de Imprensa
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Por: Aurea Soares de Campos

SANEAMENTO01MPensando na História do Lixo, podemos observar, que o lixo existe desde que o mundo é mundo, ou melhor, desde que o homem passou a fazer parte dessa história. Na pré-história, os homens viviam em grupos nômades e alimentavam-se da caça, da pesca e dos vegetais e os restos da refeição, dos ossos, das casca dos frutos, usavam peles e moravam em cavernas, e acabavam deixando em suas cavernas esses lixos, e conviviam com isso no seu limite, e quando não conseguiam mais conviver com aquela realidade eles migravam para outra caverna, e o lixo ou resíduos produzidos por eles eram largados no solo e seguiam o ciclo natural, mas devemos considerar que o resíduos eram basicamente orgânicos e mesmo os que duravam mais tempo para serem absorvidos pelo meio, uma hora isso aconteceria, e acontecia.

SANEAMENTO02MOs anos foram passando, os homens foram mudando e a visão do lixo como problema a ser enfrentado só se firmou no século XIX, quando a Revolução Industrial instituiu um novo patamar de tecnologia, de conforto, de produtos, aguçando assim a necessidade no novo homem para sempre adquirir o novo e o mais moderno, então, os resíduos que eram gerenciados nas casas, nas fazendas, e nas cidades, passaram a ser montanhas de resíduos de todos os tipos, orgânicos, recicláveis, tecnológicos, etc..., assim começamos a perder o seu controle. Desde então o lixo, passou a ser visto como um problema de saúde pública e ambiental, assumindo o seu papel de causador de várias doenças, passando a ser um desafio para a administração pública e para a humanidade.

Mato Grosso tem o quarto pior índice de destinação do lixo no Brasil. É o que aponta um estudo realizado em todo o país e que mostra que na maioria das cidades mato-grossenses, o destino do lixo produzido pela população vai parar em lixões a céu aberto.

 

Cuiabá recicla, por mês, apenas 1% do lixo que é produzido na cidade. Mensalmente são produzidas 16,2 mil toneladas de lixo (cerca de 540 toneladas por dia), enquanto 175 toneladas são recicladas por mês. Os dados são da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos da capital. A meta é que esse número aumentasse para 350 toneladas por mês até o final de 2015, segundo a prefeitura.

Água Boa, produz em média 22 toneladas de lixo por dia, ou seja 660 toneladas por mês, e Água Boa, ainda está ocupando um índice junto com os mais de 80% dos municípios brasileiros que destinam os resíduos em Lixão.

SANEAMENTO04MObservando isso verificamos que Não somos os únicos a sofrer com essa situação, mas não é por isso que paramos e nos acomodamos no tempo.

Em 2005 iniciamos um Programa de Coleta Seletiva que foi suspenso em função das empresas envolvidas no processo não terem alcançado as metas financeiras que haviam projetado, deixando claro que o material reciclável para nossa região era mais uma questão ambiental que financeira, mas visando esta questão ambiental estaremos retomado o Programa ainda este ano;

Em 2008 foi realizado um termo de cooperação técnica com a ANIP – Associação Nacional de Industrias de Pneumáticos, que a fim de atender as normas Federais necessitava realizar a Logística Reversa, que coleta e leva para a reciclagem os Pneus Inservíveis do município. Para que esse programa pudesse ser uma realidade, a administração pública através da vigilância ambiental realizou várias palestras e capacitações com os empresários do ramo de venda, revenda e recapagem de pneus, a fim de que pudessem acondicionar os mesmos de forma correta e também levar para área do abrigo para serem retirados mensalmente pela ANIP. Esse Programa é uma realidade.

SANEAMENTO05MEm 2013 Apresentamos junto a FUNASA um projeto para Implantação do Aterro Sanitário e em Mato Grosso apenas 02 municípios foram contemplados com esse recurso e felizmente Água Boa é um deles.

Em 2014 o Projeto Básico para a instalação do Aterro foi Elaborado e apresentado aos órgãos financiadores de licenciadores, e aguardamos a visita da SEMA para a liberação da área de implantação do Aterro Sanitário.

Em 2014 a Prefeitura realizou o Contrato com Empresa qualificada e habilitada para a Coleta, Transporte e Destinação Final dos Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, isso significa que os resíduos conhecidos como hospitalares estão recebendo o tratamento adequado.

Em 2015 foi elaborado o PGRS – Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, que visa nortear a Administração Pública nas diversas áreas de atendimento dos resíduos sólidos urbanos, pois existe uma vasta lista de resíduos que devem receber tratamento e gerenciamento diferenciado.

SANEAMENTO03MUma das questões que podemos apontar para este ano ainda é a aplicação das diretrizes propostas no Plano de Gerenciamento e pela Gerência de Resíduos Sólidos, hoje sob a responsabilidade da Engª. Sanitarista Áurea Soares de Campos, que estabelece as metas de trabalho como: 1) Retomada da Coleta Seletiva, 2) Instalações de Postos de Entrega Voluntária (PEVs) para receber os recicláveis mais volumosos; 3) Pontos de entrega de pequenos volumes (coleta solidária com algumas empresas); 4) Recuperação do Abrigo de Pneus; 5) Ponto de Entrega de Resíduos Tecnológicos; 6) Pontos de Coleta de Óleos de Cozinha (parcerias com empresas e fazendeiros) e outras atividades voltadas para a Educação Ambiental.

Sobre a Limpeza Urbana, podemos afirmar que Água Boa, ainda se destaca nessa região, tendo em vista que este serviço abrange desde pintura de meio fio, podas de gramas e árvores, até limpeza de bocas de lobo e canais. Assim sendo as pessoas precisam ser mais educadas e manter a ordem onde ela está estabelecida e onde não está que possam levá-la através de seus gestos, e não o contrário, como temos observado nos canteiros e praças da cidade, que nos finais de semana recebem grande descarte de lixo, mesmo a administração tendo disponibilizado várias lixeiras.

Dessa forma podemos observar que mesmo com todos os trabalhos realizados pela Administração Pública e todos os Programas estabelecidos nos Planos, não serão viáveis e nem possíveis sem a participação da população, que precisa ser mais consciente em relação ao consumo e a forma de gerenciar seu próprio lixo, o que é extremamente indispensável. “Se nós, produtores do resíduo fizermos a nossa parte, nós poderemos avançar e superar essas questões em médio prazo”.

Mas a questão não para aqui, continuaremos falando sobre isso...