Setembro Amarelo Pela Valorização Da Vida
- Assessoria de Imprensa
- Saúde
Denise Rodrigues Paixão / Coordenadora e Enfermeira do Caps I de Água Boa MT
O termo suicídio foi utilizado pela primeira vez em 1737 por Desfontaines. O significado tem origem no latim, na junção das palavras sui (si mesmo) e caederes (ação de matar). Esta conotação específica a morte intencional ou auto-infligida que se verifica, quando a pessoa, por desejo de escapar de uma situação de sofrimento intenso, decide tirar sua própria vida. As tentativas de suicídio ou sua prática efetiva envolvem sempre uma grande dose de sofrimento, tensão, angústia e desespero.
No mês de setembro, a partir deste ano há um movimento de conscientização da população sobre a realidade do suicídio. Assim como já existe o ‘outubro rosa’, lembrado pela prevenção do câncer de mama e de colo uterino, e o ‘novembro azul’, feito para conscientizar sobre as doenças masculinas, o ‘Setembro Amarelo’ foi criado para mostrar a realidade sobre o suicídio: para mais de 90% dos casos existe prevenção.
Segundo a Assessoria do Centro de Valorização da Vida (CVV), a cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas. O suicídio é considerado um problema de saúde pública, e um brasileiro morre deste mal a cada 45 minutos. No mundo, o número cresce para um a cada 45 segundos. Pelo menos o triplo disso já tentou tirar a própria vida e outros chegaram a pensar em fazê-lo.
O suicídio é simplesmente a oitava causa mortis no Brasil e de acordo com pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas. Quem tenta suicídio pede ajuda e assim o Centro de Atenção Psicossocial de Água Boa – CAPS I está desenvolvendo orientação aos munícipes, bem como a oferta de atendimentos aos indivíduos vulneráveis.
Diversos fatores podem impedir a detecção precoce e, consequentemente, a prevenção do suicídio. O estigma e o tabu relacionados ao assunto são aspectos importantes. As pessoas que tentam suicídio pedem ajuda, mas, normalmente, não são compreendidas e deixar de falar sobre o assunto só colabora para esse distanciamento social. Lutar contra esse tabu é fundamental para que a prevenção seja bem-sucedida. O assunto suicídio deve fazer parte, de forma muito natural, entre os serviços de saúde, da roda de amigos, nas escolas, casas religiosas e dentro das casas.
A tentativa prévia de suicídio é o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que suicidam já haviam tentado previamente.
O segundo maior fator de risco está relacionado a existência de uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada.
Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas e transtorno de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco. Na figura abaixo tem-se os diagnósticos mais frequentemente associados ao suicídio.
O risco de suicídio é uma urgência e pode acarretar ao indivíduo, como desde lesões graves e incapacitantes, até a sua morte. E, assim o primeiro passo é a identificação dos indivíduos de risco por meio da avaliação clínica periódica, considerando que o risco pode mudar rapidamente. As pessoas que precisam de ajuda podem recorrer ao serviço de saúde mais próximo e/ou ao CAPS I de Água Boa para atendimento.
O CAPS I está situado na rua três, nº 1074, Centro II. Telefone para contato: (66) 3468-4216