Ferrovia Transoceânica Segue Estudos e Negociações com Chineses

transoceanicareuniaochina01Nesta segunda-feira, 14 de setembro, a comitiva da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (APROSOJA) esteve em Pequim, reunida com o grupo de engenheiros Chineses da China Railway Eryuan Engineering Corporation Ltda (CREEC), continuando os estudos e negociações sobre a viabilidade da ferrovia transoceânica.

transoceanicareuniaochina02Os Chineses pretendem realizar 4.200 km de estradas de ferro, ligando o Brasil ao Perú e escoando a produção de soja através de navios pelo oceano pacífico, diretamente para o oriente, pretendendo beneficiar a demanda de grãos da Ásia e o escoamento de safra Brasileiro com este investimento.

Água Boa e Lucas do Rio Verde pleiteiam a rota no Estado do Mato Grosso que, partindo do município de Campinorte, abrange 1.400 km de ferrovia no estado e, até o município de Cruzeiro do Sul, no Acre, completa 3.200 km da Transoceânica no território Brasileiro.

No encontro Ricardo Tomczyk, presidente da Aprosoja, explicou que Mato Grosso tem potencial para atingir 150 milhões de toneladas de produção e os portos do Arco Norte podem receber 70 milhões de toneladas, alertando apenas para a questão das licenças ambientais burocráticas no Brasil.

De acordo com os investidores estrangeiros, o cronograma pretende entregar o estudo de viabilidade até maio de 2016 e, se aprovado, as obras podem iniciar em 2018, com estimativa de conclusão para 2025.