Água Boa alerta para aumento de casos de Leishmaniose Tegumentar Americana

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da vigilância epidemiológica, alerta a população de Água Boa para o crescente número de casos de Leishmaniose Tegumentar Americana registrados principalmente na zona rural do município e reforça a importância das medidas de prevenção, principalmente no combate ao mosquito-palha, responsável pela transmissão da doença. 

De janeiro a agosto foram confirmados 11 casos, número crescente e preocupante. 

A Leishmaniose Tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania. A principal manifestação são feridas na pele que podem demorar a cicatrizar e, em alguns casos, atingir as mucosas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui ou tatuquira.

Para reduzir a presença do inseto, a população deve manter quintais e terrenos limpos, evitando o acúmulo de folhas, frutos, galhos e outros materiais orgânicos, além de reduzir locais com umidade e matéria orgânica.

Também é recomendado o uso de roupas compridas, repelente, telas e mosquiteiros, principalmente em áreas de risco e nos períodos de maior atividade do mosquito, ao amanhecer e ao entardecer.

A Secretaria de Saúde destaca ainda que, na Leishmaniose Tegumentar, o cão não é considerado reservatório da doença. Por isso, as ações de prevenção devem estar voltadas principalmente ao controle do mosquito-palha, ao cuidado com o ambiente e à proteção das pessoas contra as picadas.

Fique atento aos sinais

Feridas na pele que não cicatrizam, especialmente após exposição a áreas de risco, devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Não se automedique. Procure a sua Unidade de Saúde.

A prevenção depende da participação de toda a comunidade. Cuide do seu quintal, proteja sua família e ajude a combater o mosquito-palha.